quarta-feira, 15 de maio de 2013

Chamada para publicação: Revista Interfaces


A Revista Interfaces está recebendo artigos científicos de pesquisadores, professores e de alunos de Pós-Graduação para os volumes 4, n.1 e 4, n.2 com estudos sobre as áreas de língua, literatura e suas interfaces.


- Organizadoras do Vol. 4, n. 1: Profª Níncia Cecília Ribas Borges Teixeira e Profaª Carme Regina Schons

Prazo para envio: 23/05/2013

Data de publicação: até 07/2013.



- Organizadora do Vol. 4, n. 2: Profª Zélia Viana Paim

Prazo para envio: 25/10/2013

Data de publicação: até 12/2013.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Mostra Terruá Pará divulga lista de artistas selecionados


72 inscritos foram escolhidos na primeira etapa da seleção.
Rock, rap e pop integram a mostra da nova edição do festival de música.

Punk, heavy metal, rap: tudo isso é música paraense. “Tudo tem aqui e temos que estar abertos, sem preconceito nenhum”, analisa Leo Bitar, membro da comissão que escolheu os 72 artistas da primeira seletiva da nova edição do Terruá Pará. Após três dias de audição dos 364 inscritos, a lista foi divulgada nesta segunda-feira (6).
Numa nova fase, o festival, que se propõe a ser uma vitrine nacional da música produzida no Pará, vive o desafio de abrir portas para a pluralidade de ritmos que pulsa num estado eclético e miscigenado, que transita entre o ribeirinho e a urbanidade. 
“A proposta não era pegar algo ‘tipicamente regional’. O que foi levado em consideração foi ouvir o que é bem feito, o que tem qualidade. Não tem problema se é punk, brega ou fado, tem que ser bem feito”, diz Marcelo Damaso, que compôs o corpo de jurados da seletiva ao lado de Leo Bitar, Ná Figueredo, Pena Schmidt (SP) e Flu (RS). “Foram dias ininterruptos de trabalho. A gente não saia nem para comer. Mas foi maravilhoso ver quanta coisa boa temos na música do Pará”, comemora Bitar. 
Entre as novidades, o rap de Bruno BO e Cronistas da Rua; o pop rock de Elder Effe; a música eletrônica do DJ Jaloo; e o som furioso do Madame Saatan e Deliquentes, duas das principais bandas de rock paraense em atividade. Pará do tecnobrega, Pará do punk rock. “Não imaginava minha banda tocando no Terruá”, declara Jayme Katarro, vocalista do Delinquentes, grupo com mais de 25 anos de carreira. 

“Estamos num momento excelente. Talvez um dos melhores de toda a nossa história (palavra de quem já viveu várias gerações), e sempre digo que faltava esse empurrão para o rock, para podermos dar um salto maior do que nossas forças permitem”, comemora Katarro, que não se intimida com a diversidade de gêneros musicais reunidos no palco. 
“Tocar com bandas de outros estilos não nos preocupa. Já tocamos, por exemplo, com a Gang do Eletro no ‘Grito Rock’ do ano passado e foi surreal”, declara. 
Jovens cantoras, como Ana Clara Matos, Camila Honda, Natália Matos e Aíla integram a mostra. O reggae de Juca Culatra, o pop eletrônico do projeto Charmoso e o samba de Arthur Espíndola também revelam a nova safra de talentos no projeto. Nomes como Felipe Cordeiro, Gang do Eletro, Mestre Laurentino, Pio Lobato e Mestre Vieira, já consagrados em edições anteriores do Terruá, voltam ao elenco.


Os 72 artistas agora entram na segunda fase da seletiva, de onde serão escolhidos 12 nomes que, junto com os artistas convidados, comporão a terceira edição do show Terruá Pará de Música, com estreia prevista para outubro, em Belém, e apresentações marcadas para São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Recife (PE).
A partir de terça-feira (14), esses artistas vão se apresentar no palco do Teatro Margarida Schivasappa, do Centur. Serão doze shows, cada um com seis artistas selecionados, sempre às terças-feiras, até o dia 30 de julho deste ano, com entrada franca. A lista dos shows será divulgada nos próximos dias.
Cada um dos artistas selecionados receberá uma ajuda de custo de R$ 3 mil, para gastos com a banda, transporte de equipamento, transporte dos músicos e outras despesas que venham a ser necessárias para apresentação no evento. Todos os shows serão gravados em áudio e vídeo.
O resultado será submetido a uma segunda comissão de jurados, o radialista Beto Fares; o músico e compositor Márcio Macedo; e Gustavo Rodrigues, DJ e um dos fundadores do festival Se Rasgum. Eles terão a missão de selecionar os doze artistas que irão integrar o elenco na nova edição do festival.
Além dos 72 artistas selecionados, foram elencados mais 20 suplentes, que poderão ser chamados para a mostra caso haja desistência ou impossibilidade de algum dos contemplados na lista principal.

Fonte: G1 Pará

Dica de leitura - A infância míope de Miguilim em Campo Geral

Imagem retirada do site:http://blogdovestiba.pucpr.br/2010/11/05/promocao-%E2%80%93-peca-miguilim/. Imagem editada.

Ao abordar a temática infantil em seus livros, Guimarães Rosa parece conseguir emocionar e cativar o leitor sem se tornar piegas e sem nem mesmo beirar o clichê. Talvez seja porque seus personagens infantis têm sempre um lado fantástico e até mesmo espiritual, que acaba elevando-os a um nível quase sagrado. Como é o caso do personagem Miguilim, de Campo Geral, que tem a travessia de sua infância analisada neste ensaio através da própria visão do personagem — que, muitas vezes, recorre à visão de seu irmão Ditinho — e baseada em teorias como a da visão-com, de Jean Pouillon, e nos conceitos de infância de Jeanne-Marie Gagnebin e Walter Benjamin. Por ser uma criança míope, Miguilim não conseguia ver — e, por isso, não conseguia também compreender — o mundo como era visto pelos adultos, identificando-se mais com o mundo mítico e fantástico do que com o mundo real e prático dos adultos. Para compreender as coisas que seu olhar não dava, Miguilim recorre à imaginação e à potencia das coisas, sempre com uma percepção sensível e até poética do sertão. E sempre, também, nos mostrando a importância e o poder que as palavras têm. É pelo olhar de Miguilim, então, que percebemos a sutileza que é deixar de ser criança, e é, ainda, com os olhos de Miguilim, mesmo míopes, que conseguimos enxergar beleza onde muitos adultos não conseguem ver.

MEDEIROS, Manuela Quadra de. A infância míope de Miguilim em Campo Geral. Mafuá [Online], Santa Catarina, v. 11, n. 19, 2013.

Texto na íntegra disponível em Revista Mafuá.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

outra Travesia: Chamada de artigos - número 15 - Poesia: a voz e a escuta

Os editores da outra travessia (qualis A2) convidam a todos interessados a colaborar no número 15 da revista, que terá como tema Poesia: a voz e a escuta.
Com Jean Luc-Nancy, sabemos que, no cerne de toda reflexão sobre a linguagem, há uma compreensão de que não haveria voz sem escuta, nem escuta sem voz. Nessa relação são jogadas as batalhas constitutivas da política e da estética desde a antiguidade e, nas últimas décadas, ganhou um interesse redobrado para pensamento teórico crítico que, por sua vez, acabou encontrando na poesia um espaço privilegiado, não de resolução das tensões e dissimetrias entre quem diz e quem escuta, mas de evidenciação do impasse, do vazio, do abismo, da eterna e inelutável cisão entre som e sentido. Essa cisão, entretanto, promove atrito de sons e sens, de dados e ecos, que fulgura na poesia, constitui o encontro mais breve e sutil e, no entanto, também o mais concreto possível, entre nossa subjetividade singular e o ambiente material que nos cerca, quer seja, o atrito produz energia.
O pensamento sobre a voz e a escuta da poesia abre, para além dos seus fundamentos na filosofia da linguagem, um imenso leque de linhas reflexivas. Pensar a voz pode ser problematizar, por exemplo, a Stimmung, a tonalidade emotiva que abre a poesia ao seu ser e sua morte; a musicalidade da poesia e com ela o questionamento da representação na arte; a retórica e a poesia como performance. Pensar a escuta pode ser problematizar, por exemplo, os modos de trabalhos com a tradição, como se devolve uma dicção datada, crônica, a um uso ana-crônico, porém, potente; a abdicação e a reinstauração da voz própria frente ao impróprio, no processo de criação de subjetividades, comunidades.
A partir, portanto, da exploração de algum desses aspectos entre muitos outros possíveis, já seja da perspectiva da filosofia da linguagem, da crítica literária, ou da cultural, a revista outra travessia convida estudiosos e pesquisadores a refletir, escutando, o que a voz da poesia ainda tem para – sem pronunciar – nos dizer.

As colaborações devem ser enviadas até o dia 03/06/2013, em conformidade às normas de publicação da outra travessiaatravés do site: http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/Outra/index
Os artigos serão submetidos à avaliação do conselho de pareceristas da revista.

Os Editores
Carlos Capela
Joca Wolff
Fernando Floriano Petry
Editores especiais do número 15
Susana Scramim
Luciana di Leone

CHAMADA PARA PUBLICAÇÃO ATÉ 10/05

Chamada para artigos – Revista no 43, junho/2014

CALL FOR PAPERS

Seção temática: Literatura e direitos humanos

A revista Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea está recebendo artigos e resenhas para a edição de junho/2014. Publicada pelo Grupo de Estudos em Literatura Brasileira Contemporânea da Universidade de Brasília, a revista tem o compromisso de fomentar o debate crítico sobre a literatura contemporânea produzida no Brasil, em suas diferentes manifestações, a partir dos mais diversos enfoques teóricos e metodológicos, com abertura para o diálogo com outras literaturas, em especial da América Latina.
O número 43 trará uma seção temática sobre “Literatura e direitos humanos”
Este número pretende observar como a literatura brasileira recente tem concebido, construído, encenado e contribuído à temática dos direitos humanos. Os artigos devem analisar obras, personagens e temas específicos relacionados aos direitos humanos em seu sentido amplo, ou que discutam esta questão a partir de abordagens mais teóricas, pluridisciplinares ou comparatistas com outras épocas, linguagens artísticas, formas e universos literários.
Dossiê proposto por Leila Lehnen (University of New Mexico) e Rebecca Atencio (Tulane University).
A revista conta também com uma seção de tema livre, em que são publicados artigos de diversas abordagens sobre a literatura brasileira contemporânea. Há ainda espaço para resenhas de obras de ficção, poesia, crítica literária e teoria literária publicadas nos últimos 24 meses.
O prazo final para o envio de artigos para a seção temática é 10 de maio de 2013.
As colaborações para as demais seções são recebidas em fluxo contínuo. 
Os artigos e resenhas devem ser enviados para: revistaestudos@gmail.com

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Revista Machado de Assis abre inscrições para Literatura e Ensaio

Quarto número aceitará traduções de trechos de obras não ficcionais, além de ficção, para divulgação no exterior

A Fundação Biblioteca Nacional (vinculada do Ministério da Cultura), que edita a Revista Machado de Assis - Literatura Brasileira em Tradução, em coedição com o Itaú Cultural, e parceria com a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e o Itamaraty, anuncia nesta segunda-feira que estão abertas até 20 de maio de 2013 inscrições para o quarto número da publicação. Além de primeiros capítulos ou trechos de obras literárias de ficção e de criação poética, a nova convocatória está aberta para trechos de obras não ficcionais. Todos os trechos devem ser de obras brasileiras já lançadas no Brasil.
O quarto número aceitará a inscrição de trechos de obras de literatura e humanidades, especialmente dos seguintes gêneros: romance, conto, poesia, crônica, livro-reportagem, ensaio literário, ensaio de ciências sociais e ensaio histórico.
Os textos devem ser enviados já traduzidos ou para o inglês ou para o espanhol. O número será publicado no portal da revista [www.machadodeassismagazine.bn.br].
A cada edição são escolhidos 20 textos pelo Conselho Editorial da Machado de Assis. Trimestral em sua versão on-line e com dois números impressos por ano, a revista tem circulação internacional. O objetivo é difundir e estimular a publicação do livro brasileiro no exterior.
O projeto da Fundação Biblioteca Nacional, entidade vinculada do Ministério da Cultura, envolve parceiros que participam do projeto tendo como base o edital de coedições de publicações da FBN (15/5/2012 – D.O.U.). Suas atribuições são as seguintes: o Itaú Cultural, que sugeriu o projeto à FBN, é coeditor da publicação e criador do portal da publicação; o Itamaraty é o responsável pela distribuição internacional; e a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo realiza a impressão. Não há repasse de recurso entre as diferentes instituições.
Nem a FBN, nem os demais envolvidos no projeto da revista têm algum tipo de ganho financeiro em caso de contratação da obra por editora estrangeira.
FORMATOS DO TEXTO, DIREITO AUTORAL E REVISÃO:
Os textos devem ter no máximo 15 mil caracteres (sem contar os espaços) e formato Word (.doc). Junto deve vir uma declaração de liberação de direito de autor do texto original traduzido e do tradutor para a revista de circulação internacional (em formato impresso, digital e no site da publicação). Para realizar a inscrição também é necessário preencher um formulário.
Em caso de aprovação, será necessário preencher um formulário adicional de informações sobre o autor e a obra, no idioma em que o trecho foi inscrito (ou inglês ou espanhol).
Todas as traduções serão submetidas à revisão e poderão sofrer alterações de acordo com o critério dos editores. Não será exigida das traduções uma qualidade literária final. Em caso de contratação da obra por editora estrangeira, esta irá decidir o nome do tradutor definitivo, a ser escolhido sem o envolvimento da FBN ou demais participantes do projeto da revista.
ENDEREÇO PARA INSCRIÇÃO:
Os textos precisam ser dirigidos para o e-mail mamagazine@bn.br. Em caso de dúvidas, escrever para o mesmo email (mamagazine@bn.br) ou telefonar para 5521-2220-2057 ou 5521-2220-1994.
O material para a seleção deve ser apenas enviado por email (as liberações de direito autoral devem ser assinadas e escaneadas). Os selecionados serão obrigados a enviar as liberações de direito de autor e de tradução assinadas e pelo correio, para o Centro Internacional do Livro, o órgão da FBN responsável pelo projeto. O endereço será divulgado posteriormente.
DAS RESTRIÇÕES
De acordo com as linhas gerais estabelecidas pelo Edital de Coedições da FBN, que rege a Revista Machado de Assis, não poderão participar da seleção autores, tradutores, editores e agentes que sejam Membro do Conselho Editorial da publicação, dos Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, do Ministério Público ou do Tribunal de Contas da União, ou que possuam cônjuge ou companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade até o 2º grau, nestes poderes ou no Conselho Editorial da publicação.
Também está vedada a participação de servidor público vinculado à FBN ou respectivo cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade até o 2º grau.